SUS PODERÁ OFERECER MEDICAMENTO INJETÁVEL PARA PREVENÇÃO DO HIV
O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá dar um importante passo no combate ao HIV com a possível incorporação do cabotegravir, medicamento injetável de longa duração utilizado na prevenção da infecção pelo vírus. Caso a proposta seja aprovada, será a primeira opção de PrEP injetável disponibilizada gratuitamente na rede pública brasileira. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Internacional de AIDS, realizada no Rio de Janeiro. Agora, a solicitação será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão responsável por avaliar a inclusão de novos tratamentos no sistema público. De acordo com estudos realizados em diversos países, incluindo o Brasil, o cabotegravir apresentou desempenho superior ao da PrEP oral, reduzindo significativamente o risco de infecção pelo HIV. A medicação já recebeu recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023. Diferente da prevenção tradicional, que exige o uso diário de comprimidos, o cabotegravir é administrado por meio de injeções. Após as doses iniciais, a aplicação passa a ocorrer a cada dois meses, oferecendo mais praticidade para pessoas que enfrentam dificuldades em seguir o tratamento diário. Atualmente, o SUS disponibiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em comprimidos para pessoas com maior risco de exposição ao HIV. O tratamento atua de forma preventiva, dificultando a instalação do vírus no organismo em caso de contato. Especialistas reforçam que a PrEP não substitui outras formas de prevenção e não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo recomendada em conjunto com o uso de preservativos e acompanhamento médico regular. O Ministério da Saúde também informou que segue negociando a incorporação de outro medicamento inovador, o lenacapavir, que possui aplicação semestral. No entanto, antes de qualquer aprovação, os tratamentos ainda precisam passar por avaliações técnicas relacionadas à eficácia, segurança, impacto financeiro e viabilidade para o SUS. Apesar do avanço, o alto custo do cabotegravir ainda é um dos principais desafios para sua adoção na rede pública. Se receber parecer favorável da Conitec, a expectativa do governo é disponibilizar o medicamento aos usuários do SUS ainda este ano.


Notícias
Cobertura local de eventos e informações atualizadas.
Equipe
Informação
sergio33bessa@gmail.com
(47) 999323313
© 2024. All rights reserved.


Itajaí EXTRA Notícias, sob a direção geral de Sérgio Béssa.
