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SAÚDE E INIS REFORÇAM ESTRATÉGIAS CONTRA A ESPOROTRICOSE EM ITAJAÍ

A Vigilância Epidemiológica de Itajaí intensificou as medidas de combate à esporotricose animal no município. Em ação conjunta com o Instituto Itajaí Sustentável (INIS), foi estruturado um plano que amplia a coleta de exames, o acompanhamento dos casos e o tratamento gratuito para animais de tutores em situação de vulnerabilidade social. A esporotricose é uma infecção causada por fungo presente no ambiente e é classificada como zoonose, podendo ser transmitida entre animais e seres humanos. Os gatos estão entre os mais afetados pela doença, por serem mais suscetíveis à contaminação. Entre as ações implementadas estão a elaboração de fichas técnicas, planilhas de controle, materiais informativos e mapas de monitoramento. Também estão sendo realizadas orientações em Unidades Básicas de Saúde, clínicas veterinárias, empresas, comunidades, escolas e cursos de Medicina Veterinária, além da organização da coleta de notificações e amostras para exames laboratoriais. O material coletado passa por identificação e preparo antes de ser encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Florianópolis. As notificações e resultados são registrados nos sistemas oficiais do Governo do Estado, assegurando o monitoramento epidemiológico. Casos confirmados seguem acompanhados até a conclusão do tratamento, com visitas técnicas e orientações às famílias. A Vigilância também distribui caixas térmicas com termômetro e kits específicos de coleta às clínicas veterinárias, fortalecendo a rede de diagnóstico no município. De acordo com a diretora-presidente do INIS, Maria Heloisa Lenzi, o trabalho integrado tem sido essencial para ampliar o atendimento: “O município estruturou um plano específico para enfrentar a esporotricose. Intensificamos as visitas domiciliares para tutores de baixa renda, garantindo coleta e diagnóstico. Quando há confirmação da doença, o INIS, por meio da Unidade de Acolhimento Provisório de Animais (UAPA), disponibiliza gratuitamente a medicação. A Vigilância Epidemiológica orienta sobre o isolamento e acompanha cada caso, assegurando proteção à população.” O atendimento abrange animais com tutor e também animais em situação de rua. Quando um animal sem tutor é diagnosticado, o INIS realiza o recolhimento e encaminha para isolamento adequado, onde recebe tratamento. O espaço destinado a esses atendimentos está sendo ampliado, com novos equipamentos para aumentar a capacidade de acolhimento. Já os tutores que permanecem com seus pets recebem gratuitamente os medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, garantindo segurança durante o manejo e a aplicação do tratamento. TRANSMISSÃO E SINTOMAS A contaminação pode ocorrer pelo contato com o fungo presente no ambiente ou por meio de arranhões e mordidas de animais infectados. Em pessoas, a infecção também pode acontecer ao tocar lesões contaminadas. A médica-veterinária da Vigilância Epidemiológica de Itajaí, Andréia Díaz de Porto, alerta que feridas persistentes são o principal sinal da doença: “A esporotricose é uma enfermidade fúngica e zoonótica, que afeta principalmente os gatos e pode ser transmitida às pessoas por arranhões e mordidas. Feridas que não cicatrizam são o principal indicativo. Ao notar qualquer lesão suspeita, é fundamental buscar atendimento veterinário. A doença tem cura, mas exige diagnóstico, notificação e tratamento adequado.” As lesões geralmente surgem como feridas que não cicatrizam, podem aumentar de tamanho e apresentar secreção. Sem o tratamento correto, o quadro pode se agravar. A recomendação é que, ao identificar qualquer alteração suspeita no animal, o tutor procure imediatamente um médico-veterinário. Em Itajaí, os profissionais estão orientados quanto aos protocolos de notificação e encaminhamento para exames laboratoriais. Outra medida preventiva importante é manter os gatos dentro de casa, reduzindo o risco de contágio e evitando a disseminação da doença. Em caso de suspeita, o contato pode ser feito pelo WhatsApp: (47) 99118-8389.

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