POLILAMININA: ESTUDO BRASILEIRO APONTA MELHORA NEUROLÓGICA EM 75% DOS PACIENTES COM LESÃO MEDULAR
Uma pesquisa brasileira sobre o uso da polilaminina em pacientes com lesões graves na medula espinhal ganhou destaque internacional após a publicação dos resultados na revista científica Spinal Cord, ligada à International Spinal Cord Society (ISCoS), com publicação pela Nature. O trabalho foi liderado pela bióloga brasileira Dra. Tatiana Coelho-Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e acompanhou oito pacientes que sofreram lesões medulares traumáticas completas. 📊 O resultado chamou atenção: seis dos oito participantes, equivalente a 75%, apresentaram melhora de pelo menos dois níveis na classificação neurológica AIS. Todos os pacientes começaram o estudo classificados como AIS A, categoria que indica uma lesão completa. Após o tratamento, cinco evoluíram para AIS C e um chegou a AIS D, indicando diferentes graus de recuperação neurológica. ⚠️ É importante destacar que isso não significa que seis pessoas voltaram a andar. A evolução registrada representa recuperação neurológica e motora em diferentes níveis. Os participantes receberam uma única aplicação de polilaminina diretamente na região da lesão, poucos dias depois do trauma. O intervalo médio entre o acidente e a aplicação foi de aproximadamente 2,3 dias. Outro ponto destacado pelos pesquisadores é que não foi identificado evento adverso grave atribuído diretamente à aplicação da polilaminina. 🕊️ E as mortes durante o acompanhamento? Três dos oito participantes morreram durante o período analisado. Segundo o estudo, as causas foram pneumonia, derrame pericárdico com tamponamento cardíaco e sepse. Os autores informam que esses óbitos foram avaliados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e por um consultor clínico externo, e não foram considerados relacionados à aplicação da polilaminina. Esse detalhe é importante porque pacientes com lesões medulares graves podem enfrentar complicações respiratórias, cardiovasculares e infecciosas durante a recuperação. 🔬 O QUE OS 75% REPRESENTAM? Os pesquisadores destacam que a proporção de pacientes que apresentaram essa evolução neurológica foi superior às taxas de conversão descritas na literatura utilizada como referência para casos semelhantes sem esse tipo de tratamento. Ainda assim, os próprios pesquisadores defendem a realização de estudos maiores e controlados para determinar com maior segurança qual foi exatamente a contribuição da polilaminina para a recuperação observada. 🇧🇷 O tratamento também avançou para o uso compassivo Enquanto as pesquisas continuam, a polilaminina passou a ser utilizada em situações específicas por meio de autorizações de uso compassivo no Brasil. Segundo dados citados da Anvisa, foram recebidos 128 pedidos, sendo 71 judiciais e 57 não judiciais. Desse total, 110 foram autorizados e 18 não receberam autorização. Em julho, o número de pessoas que haviam recebido o tratamento por uso compassivo chegou a cerca de 100 pacientes, segundo informações divulgadas pelo grupo responsável pelo acompanhamento dessa modalidade de acesso. Mas existe uma diferença fundamental: esses pacientes não fazem parte automaticamente do ensaio clínico. O uso compassivo não possui o mesmo desenho, controle e metodologia de coleta de dados de uma pesquisa clínica. 🧪 UMA NOVA ETAPA DE PESQUISA O estudo publicado agora corresponde a um projeto piloto realizado com oito pacientes recrutados entre 2016 e 2021. Ele é diferente do novo ensaio clínico de Fase 1 autorizado pela Anvisa em 2026. A próxima etapa será importante para responder uma pergunta fundamental da ciência: quanto da recuperação observada pode ser efetivamente atribuída à polilaminina? Os primeiros resultados são considerados promissores, mas ainda não representam uma comprovação definitiva de eficácia. ❤️ Uma pesquisa brasileira que desperta esperança para milhares de pessoas com lesões medulares e mostra a importância de continuar investindo em ciência, pesquisa e inovação. #Polilaminina #TatianaCoelhoSampaio #UFRJ #CiênciaBrasileira #LesãoMedular #MedulaEspinhal #Pesquisa #Inovação #Saúde #Brasil #Ciência #Esperança


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