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OPERAÇÃO EM ITAJAÍ INVESTIGA SUSPEITA DE TRABALHO ESCRAVO E VENDA DE ROUPAS ARRECADADAS POR ONG

Uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (9) investiga uma denúncia de possível exploração de pessoas em uma residência no bairro São Vicente, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. No imóvel, as equipes encontraram nove pessoas em condições consideradas precárias. A denúncia aponta que mais de 30 pessoas poderiam estar envolvidas na situação investigada. Segundo o diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, Silvio Schaadt, em entrevista à Rádio Menina FM, a ação começou a ser articulada após o Ministério Público de Santa Catarina encaminhar uma denúncia nesta semana. Conforme as informações relatadas, pessoas vindas de São Paulo e do Pará, algumas em situação de rua, teriam sido atraídas para Itajaí. As circunstâncias levantaram suspeitas de exploração do trabalho e de condições inadequadas de moradia. Ao descrever o local, Schaadt afirmou que o imóvel não oferecia condições mínimas para a permanência de pessoas. ## DENÚNCIA APONTA POSSÍVEL USO DE ONG PARA ARRECADAÇÃO DE DOAÇÕES De acordo com o diretor, a Vigilância Sanitária esteve no endereço na tarde de quinta-feira (8), acompanhada de um fiscal. Na ocasião, também havia policiais civis no local, que aguardavam a chegada de pessoas supostamente relacionadas a um assalto registrado nesta semana no bairro São Vicente. A operação foi deflagrada por volta das 5h desta sexta-feira, com a participação da Polícia Militar e de uma equipe do Tático. A denúncia também aponta um possível envolvimento de uma organização não governamental (ONG) de São Paulo em um esquema de arrecadação de roupas e alimentos em Itajaí e em outros municípios da região. Segundo o relato apresentado durante a operação, as roupas recolhidas seriam separadas e posteriormente encaminhadas para comercialização no Paraguai. Em contrapartida, as pessoas envolvidas receberiam alimentos. Ainda conforme as informações divulgadas, os trabalhadores receberiam cerca de R$ 50 por saco de roupas. O material seria levado inicialmente para um galpão no bairro Cordeiros e, depois, encaminhado a brechós da cidade. As suspeitas ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação. ## ASSISTÊNCIA SOCIAL DEVE ATENDER AS PESSOAS ENCONTRADAS A assistência social foi acionada para prestar atendimento às pessoas localizadas no imóvel. A equipe deverá avaliar individualmente cada situação e verificar quais encaminhamentos serão necessários. Segundo Schaadt, a previsão é que pessoas sem registros policiais sejam encaminhadas a um abrigo. Posteriormente, poderão ser providenciadas passagens para que retornem aos seus municípios de origem. No momento da entrevista, a operação ainda estava em andamento, e as equipes aguardavam a chegada de outras pessoas para abordagem. A expectativa era identificar possíveis envolvidos e reunir mais informações para esclarecer os fatos. A denúncia de trabalho escravo e as demais suspeitas permanecem sob apuração. A confirmação de eventuais crimes depende da investigação conduzida pelas autoridades competentes. Trocar “trabalho escravo” por termo cautelosoReduzir repetições e deixar texto mais direto

10/9/20261 min read

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