NOVA INJEÇÃO PROMETE REDUZIR COLESTEROL EM ATÉ 66% COM APENAS UMA DOSE
A farmacêutica Eli Lilly anunciou resultados animadores de um novo medicamento experimental que pode reduzir significativamente os níveis de colesterol com apenas uma aplicação. A injeção, chamada Verve-102, apresentou redução de até 66% do colesterol ruim (LDL), trazendo expectativa sobre o futuro do tratamento da doença. Conhecida mundialmente pelo medicamento Mounjaro (tirzepatida), a empresa norte-americana informou que a nova tecnologia atua diretamente no fígado, desligando permanentemente um gene ligado ao aumento do colesterol no organismo. Os dados do medicamento foram apresentados durante o congresso da European Atherosclerosis Society e também divulgados na revista científica New England Journal of Medicine na última semana. COMO FUNCIONA A NOVA INJEÇÃO Segundo a farmacêutica, o Verve-102 utiliza uma técnica de edição genética chamada “edição de base in vivo”, capaz de desativar de forma definitiva o gene PCSK9 no fígado após uma única infusão intravenosa. Esse gene está relacionado à produção de uma proteína que dificulta a eliminação do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, do sangue. Ao bloquear essa ação, o medicamento ajuda o organismo a remover melhor a gordura da circulação. RESULTADOS ANIMADORES NOS TESTES Os primeiros estudos apontaram reduções de até 88% da proteína PCSK9 e queda de até 62% nos níveis de colesterol LDL em adultos com colesterol hereditário elevado ou doença arterial coronariana precoce. Além disso, os efeitos permaneceram durante todo o período de acompanhamento dos pacientes, aumentando a expectativa sobre o potencial do tratamento. ESTUDO AINDA ESTÁ EM FASE INICIAL Apesar dos resultados promissores, o medicamento ainda está em fase 1b de testes clínicos, etapa voltada para avaliar segurança e sinais iniciais de eficácia. Como a pesquisa ainda envolve poucos participantes, especialistas alertam que serão necessários estudos mais avançados — nas fases 2 e 3 — para confirmar se o tratamento é realmente seguro e eficaz em larga escala. PODERÁ SER O FIM DOS COMPRIMIDOS? Atualmente, medicamentos semelhantes que atuam no gene PCSK9, como evolocumabe e alirocumabe, precisam ser aplicados mensalmente ou a cada dois meses. Caso a nova terapia com dose única confirme os resultados nas próximas etapas, ela poderá representar uma mudança importante no tratamento do colesterol alto, especialmente em pacientes com casos graves ou hereditários.


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