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LITO SOUSA RECEBE MEDICAMENTO EXPERIMENTAL NO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN E PODE INICIAR TRATAMENTO A QUALQUER MOMENTO

O medicamento experimental destinado ao piloto Lito Sousa chegou ao Brasil e já está no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A expectativa é de que ele receba a primeira dose do tratamento a qualquer momento. A chegada da substância contou com uma operação emergencial envolvendo a Receita Federal e a Anvisa, que trabalharam para acelerar os procedimentos de liberação do medicamento. Com isso, o intervalo entre o desembarque no país e a entrega ao hospital foi reduzido ao mínimo. O ALN-6457 saiu de Nova York e chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos na madrugada de sexta-feira (11) para sábado (12). De lá, foi transportado de helicóptero até o Albert Einstein, onde Lito está sendo acompanhado. A agilidade foi considerada fundamental porque o potencial terapêutico da substância diminui rapidamente com o passar do tempo. Por isso, o processo de despacho aduaneiro havia sido preparado previamente e foi concluído em poucos minutos. AUTORIZAÇÃO EXCEPCIONAL Lito recebeu alta hospitalar no início de setembro e, conforme informações divulgadas pela família, passou a ser acompanhado em casa. No dia 4 de setembro, a Anvisa autorizou de forma excepcional a importação e utilização do ALN-6457 exclusivamente para o paciente. Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma rara enfermidade neurodegenerativa que apresenta evolução rápida. O pedido foi encaminhado pelo Hospital Albert Einstein após Lito ser aceito pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals em um programa de uso compassivo. Esse tipo de autorização permite que pacientes com doenças graves, especialmente quando não existem alternativas de tratamento disponíveis, tenham acesso a medicamentos que ainda estão em fase de desenvolvimento. COMO FUNCIONA O MEDICAMENTO O ALN-6457 ainda não possui registro comercial no Brasil e está em estágio pré-clínico. Até o momento, não foram iniciados formalmente estudos clínicos em seres humanos com a substância para o tratamento de doenças priônicas. Segundo a Regeneron, os primeiros testes clínicos devem começar em breve, e Lito será o primeiro paciente a utilizar o medicamento. A substância utiliza uma tecnologia baseada em RNA de interferência, conhecida como siRNA. O objetivo é diminuir a produção da proteína priônica normal no organismo. Na doença de Creutzfeldt-Jakob, formas anormais dessas proteínas se acumulam no cérebro e causam danos aos neurônios. A expectativa dos pesquisadores é que a redução da produção dessa proteína possa ajudar a desacelerar a evolução da doença. ESPERANÇA DA FAMÍLIA Como o ALN-6457 ainda não foi testado formalmente em pacientes com doenças priônicas, não existe comprovação de que o tratamento consiga interromper a evolução da doença ou recuperar funções que já foram comprometidas. Mesmo assim, a chegada do medicamento representa uma nova esperança para Lito e sua família, que aguardavam a liberação da substância para dar início ao tratamento experimental. A mobilização para trazer o medicamento ao Brasil começou após a autorização excepcional concedida pela Anvisa. Inicialmente, a família havia informado que o processo poderia levar entre sete e nove dias. O medicamento chegou ao país oito dias após a autorização e agora está no Albert Einstein, deixando Lito mais próximo de iniciar o tratamento experimental.

9/14/20261 min read

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