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ITAJAÍ VIVE BOOM ECONÔMICO E DESAFIO HABITACIONAL

Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, vive um cenário de contrastes: enquanto se consolida como o município de maior PIB do estado e desponta entre os quatro com maior valorização imobiliária do Brasil, enfrenta sérias dificuldades no acesso à moradia. O avanço acelerado da economia atrai investimentos e novos moradores, mas também disparou o preço dos imóveis, criando um desequilíbrio entre oferta e demanda. 📊 O valor do metro quadrado na cidade saltou de cerca de R$ 3 mil em 2010 para quase R$ 13 mil em 2025. Um levantamento da construtora Lotisa, em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, revela que apenas 10% dos imóveis lançados recentemente custam até R$ 500 mil — justamente a faixa com maior procura. Nos últimos quatro anos, a ausência de empreendimentos vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida agravou ainda mais a situação, elevando o preço dos aluguéis, inclusive em bairros afastados, e aumentando a fila de espera por habitação popular. “O segmento de até R$ 500 mil é o mais carente e ao mesmo tempo o mais promissor, pois há grande demanda reprimida na cidade”, afirma Fábio Inthurn, CEO da Lotisa. 🏗️ Novo projeto busca equilibrar mercado Para atender parte dessa demanda, a Lotisa prepara o lançamento do Portovelas, no bairro São João. O empreendimento contará com 720 apartamentos, distribuídos em quatro torres, totalizando 72 mil m² de área construída, além de uma ampla área de lazer. As unidades terão entre 50 m² e 66 m², com opções de dois e três dormitórios, e preços a partir de R$ 400 mil. Parte dos imóveis será enquadrada na Faixa IV do Minha Casa, Minha Vida, ampliando as oportunidades de financiamento. Segundo Scheila Michaelsen, diretora comercial e de marketing da construtora, o diferencial está nas condições de pagamento: entrada de apenas 8% (cerca de R$ 32 mil) e parcelas durante a obra em torno de R$ 1,2 mil, valor abaixo da média dos aluguéis próximos ao centro. O lançamento oficial acontecerá em outubro, durante a Marejada. 🏘️ Ações do poder público A prefeitura também reconhece o desafio: cerca de 12 mil pessoas estão cadastradas aguardando vaga em programas habitacionais. O déficit é impulsionado pelo crescimento populacional — cerca de 10 mil novos moradores chegam a cada ano — e pela baixa entrega de moradias populares: apenas 480 unidades na última década. Em resposta, o município anunciou a retomada de projetos ligados ao Minha Casa, Minha Vida, incluindo um conjunto habitacional com 176 moradias, para tentar reduzir o déficit e garantir maior acesso à casa própria.

9/29/20251 min read