ITAJAÍ INICIA MÉTODO WOLBACHIA PARA AMPLIAR COMBATE À DENGUE
Depois de registrar uma redução de 93% nos casos de dengue no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, Itajaí dá mais um passo no enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O município iniciou, neste mês de julho, a etapa de comunicação e mobilização do Método Wolbachia, tecnologia desenvolvida pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde e executada pela Wolbito do Brasil. O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, encontrada naturalmente em diversos insetos. Essa bactéria dificulta a multiplicação dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya dentro do mosquito, reduzindo significativamente a possibilidade de transmissão dessas doenças. Os insetos permanecem com a mesma aparência e comportamento dos mosquitos comuns e transmitem naturalmente a bactéria às próximas gerações. Nesta fase inicial, a Prefeitura realizará ações de orientação e esclarecimento em escolas, unidades de saúde, espaços públicos e associações de moradores. Também haverá campanhas informativas em rádios, emissoras de TV, redes sociais e materiais impressos. Aproximadamente 130 mil moradores dos bairros São João, São Vicente, Cordeiros e Cidade Nova serão contemplados, regiões escolhidas por apresentarem maior incidência de casos de dengue. A liberação dos mosquitos está prevista para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro, após a conclusão da etapa de comunicação com a comunidade. As liberações serão semanais e acompanhadas por equipes técnicas especializadas. O monitoramento da estratégia será feito por meio de armadilhas chamadas ovitrampas, instaladas em diferentes pontos da cidade. Os ovos coletados passarão por análises laboratoriais para verificar a presença da bactéria Wolbachia e acompanhar sua disseminação entre a população de mosquitos. A tecnologia já demonstrou resultados positivos em diversas cidades do Brasil e do exterior. Em Niterói (RJ), por exemplo, contribuiu para uma redução de até 70% nos casos de dengue, além de ajudar no controle da zika e da chikungunya. O método é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Prefeitura reforça que a nova estratégia complementa as ações já existentes de combate ao mosquito. Por isso, a população deve continuar eliminando recipientes com água parada e adotando medidas preventivas. Durante o período de liberação dos mosquitos, também será possível utilizar normalmente inseticidas, aerossóis e raquetes elétricas, sem comprometer a eficácia do projeto. O que a população precisa saber: Os mosquitos com Wolbachia são seguros para pessoas, animais e o meio ambiente. Eles têm a mesma aparência dos mosquitos comuns e não podem ser diferenciados visualmente. O método não substitui os cuidados para eliminar focos de água parada. Inseticidas, aerossóis e raquetes elétricas podem continuar sendo utilizados normalmente. As equipes que atuarão nos bairros estarão devidamente identificadas.


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