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CASO ORELHA AVANÇA E MOBILIZA A SOCIEDADE POR JUSTIÇA

O caso do cão comunitário Orelha segue em andamento e continua gerando comoção e cobrança por respostas. Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes investigados pelas agressões que levaram à morte do animal, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. Orelha viveu por cerca de dez anos na região e era cuidado por moradores, pescadores e comerciantes locais. Reconhecido como um cão comunitário, tornou-se símbolo de convivência e de responsabilidade coletiva, sendo protegido por quem frequentava a área. Durante a operação, aparelhos eletrônicos foram recolhidos e serão submetidos à perícia. Os adolescentes também deverão prestar depoimento, e caberá ao Ministério Público definir quais medidas socioeducativas serão aplicadas. Além do crime de maus-tratos, a investigação apura a suspeita de coação, envolvendo uma possível ameaça a um porteiro para que não repassasse informações sobre o caso às autoridades. Nada pode reparar a perda de Orelha. No entanto, o avanço das investigações é fundamental para que o crime não seja esquecido, minimizado ou tratado com indiferença. O episódio levanta um questionamento profundo: que tipo de sociedade permite que um animal cuidado por todos seja morto de forma tão cruel e que ainda se tente calar quem presenciou os fatos?

1/26/20261 min read