BOLSONARO PODERÁ IR PARA CASA!
Supremo Tribunal Federal (STF), deverá analisar um possível pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro somente após a realização de uma perícia médica oficial. A avaliação será feita assim que ele receber alta hospitalar, onde está internado para tratar um quadro de broncopneumonia. Internado desde a última semana no hospital DF Star, Bolsonaro apresenta evolução clínica positiva, porém ainda não há previsão definida para sua liberação. A defesa do ex-presidente tenta a transferência para o regime domiciliar desde o ano passado. Na ocasião, ele estava detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal. Desde então, pelo menos três pedidos foram negados por Moraes. O primeiro, em novembro de 2025, foi recusado sob a justificativa de risco de fuga e descumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. O segundo, em janeiro, após cirurgia de hérnia, também foi indeferido por não apresentar novos elementos que justificassem a mudança de regime. Já o terceiro, negado em março, teve como base laudos da perícia da própria Polícia Federal, que apontaram que, apesar do quadro de saúde exigir cuidados, não havia necessidade de internação contínua ou prisão domiciliar. Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro e um dos advogados do ex-presidente voltaram a se reunir com o ministro para reforçar o pedido de concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. A defesa cita como referência um caso semelhante, em que outro ex-presidente obteve autorização para cumprir pena em casa devido a problemas de saúde. Além disso, mais de 170 deputados federais protocolaram um pedido no STF defendendo a concessão do benefício ao ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena desde janeiro, após condenação a mais de 27 anos de prisão por envolvimento na liderança de uma organização que atentou contra o Estado Democrático de Direito. Entre as medidas cautelares já impostas anteriormente, estão decisões relacionadas ao descumprimento de restrições judiciais, incluindo manifestações públicas e uso de tornozeleira eletrônica.




