ANVISA APROVA DUAS NOVAS CANETAS DE SEMAGLUTIDA; UMA DELAS SERÁ A PRIMEIRA GENÉRICA DO BRASIL
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas canetas injetáveis à base de semaglutida sintética no Brasil. Entre as novidades está a primeira versão genérica do princípio ativo registrada no país. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União na segunda-feira (17). Uma das canetas será fabricada pela farmacêutica brasileira EMS e, por se tratar de um medicamento genérico, não terá nome comercial. A outra será o Semaclique, medicamento similar produzido pela Germed, empresa que pertence ao mesmo grupo. A semaglutida ganhou popularidade por estar presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. As duas novas versões aprovadas pela Anvisa possuem indicação registrada para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não esteja adequadamente controlado, associado a alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos. PRIMEIRA SEMAGLUTIDA GENÉRICA DO PAÍS A nova autorização aumenta a oferta de medicamentos à base de semaglutida no mercado brasileiro. Em maio deste ano, a EMS já havia obtido o registro do Ozivy, primeira semaglutida produzida por via sintética aprovada pela Anvisa no Brasil. Agora, a empresa também poderá fabricar a primeira versão genérica da substância. O medicamento terá concentração de 1,34 mg/mL e poderá ser comercializado em canetas preenchidas de 1,5 mL e 3 mL. A aplicação é subcutânea e realizada semanalmente, conforme orientação e acompanhamento médico. GENÉRICO DEVERÁ TER PREÇO MENOR O preço oficial da nova caneta ainda não foi divulgado, pois deverá passar pela definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de chegar às farmácias. Pelas regras brasileiras, medicamentos genéricos devem ter preço pelo menos 35% inferior ao produto de referência. Quando o Ozivy começou a ser comercializado, em junho, a EMS divulgou valores entre R$ 452 e R$ 498 por caneta. Utilizando esses preços apenas como referência, uma redução de 35% representaria valores próximos de R$ 294 a R$ 324. O preço definitivo, entretanto, dependerá da definição da CMED. Já o Semaclique ainda não possui preço divulgado. Como é classificado como medicamento similar, não está sujeito à mesma regra de redução mínima aplicada aos genéricos. MAIS OPÇÕES NO MERCADO Com o fim da proteção de patente da semaglutida no Brasil, em março deste ano, novas fabricantes passaram a ter espaço para entrar no mercado. Além do Ozivy e das duas novas autorizações, a Anvisa já havia aprovado em julho outras cinco canetas à base de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. A expectativa é que o aumento da concorrência amplie as alternativas disponíveis aos pacientes e possa contribuir para preços mais competitivos ao longo do tempo. As duas novas canetas ainda não estão disponíveis nas farmácias e não há uma data oficial para o início das vendas. Medicamentos à base de semaglutida exigem prescrição médica com retenção da receita e devem ser utilizados somente com acompanhamento de um profissional de saúde.


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